Um novo olhar sobre o potencial nordestino
O Nordeste brasileiro vive um momento decisivo para o seu futuro econômico. O projeto ‘Futuros Verdes no Nordeste’, uma parceria entre o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o CESAR, iniciou uma jornada pelos nove estados da região com o objetivo ambicioso de mapear oportunidades para uma economia de baixo carbono. A ideia central é conectar a vasta biodiversidade e a capacidade produtiva local com estratégias de desenvolvimento sustentável.
Equilíbrio entre desafios e riquezas
A região enfrenta um paradoxo climático. Enquanto abriga estados com altos índices de desmatamento e cidades vulneráveis à subida do nível do mar, como Fortaleza, o Nordeste lidera o país na produção de energia limpa. Atualmente, 92% da energia eólica nacional nasce em solo nordestino, consolidando a região como um hub estratégico para a transição energética.
Capacitação é a chave do crescimento
Especialistas alertam que o potencial, por si só, não garante progresso. A infraestrutura, como linhas de transmissão, e a qualificação profissional são barreiras que precisam ser superadas. Nicolis Amaral, engenheira de descarbonização, destaca que as grades curriculares das universidades precisam ser revistas para atender à nova realidade do mercado de trabalho verde, que exige profissionais prontos para inovar.
Pragmatismo para não perder mercado
O setor produtivo reforça o senso de urgência. Com mercados internacionais, como a União Europeia, impondo exigências ambientais cada vez mais rigorosas, o Nordeste corre contra o tempo. O desafio é transformar o potencial em cadeias produtivas competitivas antes que a degradação ambiental comprometa os recursos naturais, garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a preservação da Caatinga e da biodiversidade regional.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

