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Polêmica no Ceará: Polícia e MP investigam denúncia de intolerância religiosa contra prefeito de São Gonçalo do Amarante

Ceará Polícia

A construção de uma estátua de 11 metros representando o Diabo, localizada em um templo de quimbanda na Taíba, São Gonçalo do Amarante, tornou-se o centro de um embate jurídico e religioso no Ceará. O conflito coloca frente a frente a responsável pelo templo, conhecida como Mãe Rainha das Trevas, e o prefeito do município, Marcelo Ferreira Teles, o Professor Marcelão (PT).

Entenda a denúncia

Mãe Rainha das Trevas acionou a Polícia Civil e o Ministério Público do Ceará (MPCE) alegando que o prefeito vem promovendo intolerância religiosa. Segundo a denúncia, o gestor utilizou as redes sociais para incitar o ódio e o preconceito contra a sua fé, posicionando-se abertamente contra a estátua e apoiando um abaixo-assinado para sua remoção. A líder religiosa afirma temer pela segurança dos moradores do local, temendo que os discursos do prefeito estimulem ataques criminosos.

A versão da prefeitura

Por outro lado, o prefeito Professor Marcelão sustenta que a sua posição é técnica e administrativa. Em vídeos publicados na internet, o gestor afirmou que a estátua não possui autorização específica da prefeitura. Segundo ele, as licenças concedidas referem-se apenas à construção do templo religioso, e não à imagem monumental. A prefeitura alega ter embargado a obra por falta de conformidade urbanística, reforçando, contudo, que respeita o Estado laico e a liberdade de culto.

O que dizem os órgãos oficiais

A Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema-CE) esclareceu que a sua análise limitou-se aos aspectos ambientais da área — situada em uma zona de ocupação consolidada — e que não possui competência para julgar o conteúdo artístico ou religioso da estátua. Já o CREA-CE ressaltou que, para obras dessa magnitude, a apresentação de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada por um engenheiro é obrigatória. Enquanto o processo tramita no Ministério Público e na Polícia Civil, a estátua permanece no epicentro de uma disputa que levanta debates sobre os limites do poder público e o respeito à diversidade religiosa no Ceará.


Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

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