Caso de repercussão
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou formalmente a policial militar Júlia Natália Girão e seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O corpo da vítima foi encontrado baleado e carbonizado dentro de um veículo na Grande Fortaleza, em agosto deste ano. O casal responderá por homicídio duplamente qualificado, destruição de cadáver e fraude processual.
Motivação passional
As investigações apontam que o crime foi motivado por ciúmes. Júlia e Raphael eram colegas de farda e mantinham um relacionamento extraconjugal que, segundo o inquérito, era do conhecimento de Antoneudo. Relatos indicam que, na véspera do crime, o soldado pretendia assumir a relação publicamente e separar-se de sua companheira.
Cronologia desmascara álibis
O inquérito da Polícia Civil, sustentado por imagens de câmeras de segurança e perícias, desmentiu a versão de sequestro apresentada pela policial. Vídeos mostram que, poucas horas após o assassinato, o casal foi visto deixando a filha na escola e levando um veículo para uma oficina. Uma queimadura no punho de Antoneudo também foi apontada pelos peritos como prova contundente de sua participação direta no incêndio do carro da vítima.
Justiça nega liberdade
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou o pedido de habeas corpus da policial. A desembargadora responsável pelo caso destacou a gravidade da conduta e a natureza do crime para indeferir, inclusive, o pedido de prisão domiciliar, reforçando que a condição de mãe de uma criança menor de 12 anos não garante o benefício em casos de crimes violentos.
Edição: Portal Itarema Direto.
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