Uma barreira no esporte
A oposta Tifanny, ícone do Osasco São Cristóvão Saúde, quebrou o silêncio sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra, que restringe a participação em competições femininas apenas a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer, gerou revolta na jogadora de 41 anos.
Luta por inclusão
Pioneira como a primeira atleta transgênero a disputar a Superliga, Tifanny não poupou críticas à decisão. Para ela, a medida representa um golpe não apenas na sua carreira, mas em toda uma trajetória de luta pela visibilidade e inclusão. Em um desabafo contundente, a atleta comparou as novas exigências — como o teste genético para o gene SRY — a métodos de controle de atletas utilizados em décadas passadas, classificando a mudança como um retrocesso vexatório.
Promessa de resistência
Apesar da nova diretriz, Tifanny garante que não vai se calar. A jogadora afirmou que buscará todas as medidas cabíveis para garantir seu direito de exercer a profissão que abraçou em 2017. O anúncio da CBV visa alinhar o vôlei nacional às recomendações da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI), mudando o foco da testosterona para critérios genéticos.
Impacto nas quadras
O clima de tensão em torno do regulamento ocorre em um momento de transição. Embora a CBV tenha imposto as novas normas, competições estaduais, como o Paulista, ainda avaliam a aplicação jurídica das regras. Em quadra, Tifanny segue mantendo o alto nível, tendo marcado 19 pontos na estreia de seu clube, apesar da derrota apertada para o Pinheiros por 3 sets a 2.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

