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TRE-RJ abre urna eletrônica ao público e detalha camadas de proteção contra fraudes

Brasil e Mundo

Transparência no processo eleitoral

Com o objetivo de reforçar a confiança da sociedade nas urnas, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou, nesta segunda-feira (3), uma demonstração técnica aberta ao público. Especialistas desmontaram o equipamento para exibir os circuitos internos e explicar, na prática, como funcionam os mecanismos que garantem a segurança do voto brasileiro.

Um sistema blindado

Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, destacou que o sistema eleitoral possui múltiplas camadas de proteção. As urnas não possuem conexão com a internet, o que elimina a possibilidade de ataques remotos. Além disso, lacres físicos da Casa da Moeda, assinaturas digitais e a biometria garantem que qualquer tentativa de violação seja detectada.

Por que o voto eletrônico?

O TRE-RJ enfatizou que a adoção da urna eletrônica, em 1996, foi um marco necessário para eliminar as fraudes que eram comuns na era do voto em papel, como o sumiço de cédulas e erros na contagem manual. Segundo o órgão, retornar ao papel seria um retrocesso, dada a fragilidade do método manual frente a adulterações intencionais e falhas humanas.

Soberania popular

O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, classificou a urna como o sistema mais testado e inspecionado do país, tendo seu código-fonte examinado constantemente por instituições como o Ministério Público, OAB, universidades e as Forças Armadas. Para o tribunal, a legitimidade das urnas é um pilar da soberania popular que não admite questionamentos sem fundamento técnico.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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