Uma trajetória de resistência
Há 45 anos, um programa de rádio rompia barreiras e iniciava uma missão histórica. Em 14 de setembro de 1981, a jornalista Mara Régia estreava o ‘Viva Maria’ na Rádio Nacional, com o coração acelerado pela consciência da responsabilidade que carregava: criar um espaço dedicado aos direitos sociais e à cidadania das mulheres. Mais de quatro décadas depois, o programa se consolida como um marco na comunicação nacional, com mais de 8,2 mil edições produzidas pela EBC.
Referência em cidadania
O sucesso do programa não ficou restrito ao rádio. O Viva Maria virou objeto de estudo acadêmico, servindo de pilar para movimentos feministas em décadas decisivas, inclusive na articulação da ‘Carta das Mulheres aos Constituintes’ em 1987. A força da comunicação, que começou nos auditórios da Rádio Nacional, deu voz às reivindicações de mulheres de todo o país por igualdade, saúde e direitos civis.
Coragem contra a violência
A pauta do enfrentamento à violência doméstica sempre foi um pilar do programa, motivada pela própria história de vida de Mara Régia. Essa dedicação foi fundamental para a criação da primeira Delegacia Especial de Atendimento à Mulher em Brasília, em 1986. Apesar das ameaças sofridas pela âncora ao longo da jornada, a determinação de transformar a realidade das mulheres brasileiras falou mais alto.
Vidas transformadas de Norte a Sul
O ‘Viva Maria’ vai além do microfone: ele é um elo de esperança. Seja auxiliando vítimas de escalpelamento no Amapá a resgatar a autoestima e os estudos, ou dando visibilidade às parteiras no interior do Acre, o programa provou ser uma ferramenta de mudança social. Ouvintes de todas as regiões relatam como o contato com a equipe de Mara Régia serviu de combustível para retomarem a educação e acreditarem em um futuro mais digno.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

