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Motorista de aplicativo e comparsas são indiciados por extorsão e roubo contra passageira em Fortaleza

Ceará Polícia

O inquérito policial sobre o sequestro e roubo de uma passageira de aplicativo em Fortaleza, ocorrido no último dia 9 de julho, foi concluído com o indiciamento de seis suspeitos. O crime, que chocou a capital cearense, aconteceu no bairro Meireles, quando a vítima, ao deixar uma casa de shows, embarcou no veículo acreditando estar em uma corrida segura.

O esquema criminoso

De acordo com as investigações, o motorista Matheus Bandeira Fontoura alterou a rota combinada e reduziu a velocidade em um ponto estratégico para permitir que dois comparsas entrassem no carro. Sob ameaças, inclusive com uso de arma de fogo e capuz, a vítima foi levada para um cativeiro. Durante o período em que foi mantida em cárcere privado, os criminosos realizaram diversas transferências via Pix, contrataram empréstimos bancários e utilizaram os cartões da mulher.

Indiciamentos e a situação dos suspeitos

A Polícia Civil indiciou o grupo por uma série de delitos graves, incluindo roubo qualificado, extorsão com privação de liberdade e associação criminosa. Os principais envolvidos são Matheus Bandeira Fontoura, Claudio Natan Barros da Silva e Ana Karolina da Silva Horta. Além destes, Otavio Joas Martins de Castro foi indiciado por tráfico de drogas, enquanto Rayane da Silva Queiroz responde por lavagem de dinheiro, por ter cedido sua conta para receber parte dos valores subtraídos. Um sexto suspeito, identificado apenas como “Ezequiel”, segue foragido.

Atualmente, quatro suspeitos permanecem sob custódia da Justiça. Apenas Rayane da Silva Queiroz foi liberada após audiência de custódia, por decisão judicial que entendeu não haver, no momento, provas de sua participação direta na abordagem ou violência contra a vítima, limitando-se a sua atuação no recebimento de valores ilícitos. Ela deve cumprir medidas cautelares, como não se ausentar da comarca e comparecer a todos os atos processuais.

Posicionamento das partes

A plataforma Uber informou que desativou a conta do motorista e que está colaborando com as autoridades policiais. A empresa destacou que oferece suporte psicológico à vítima e que suas viagens contam com seguro. Por outro lado, a defesa de Matheus Bandeira Fontoura alega inocência, afirmando que o motorista foi, na verdade, coagido pelos demais envolvidos e que demonstrará sua versão dos fatos perante o Poder Judiciário.

Operação policial e apreensões

A Delegacia Antissequestro (DAS) foi a responsável por desarticular o grupo poucas horas após o crime. Na residência utilizada como cativeiro, os policiais recuperaram joias da vítima e apreenderam uma arma falsa, dinheiro em espécie, além de porções de maconha e cocaína. A investigação revelou que o grupo operava de forma organizada, com funções divididas entre a abordagem, o monitoramento no cativeiro e a lavagem do dinheiro roubado.


Informações baseadas no portal G1 Ceará.

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