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Motorista de aplicativo planejava sequestrar empresário, médica e enfermeira após fazer passageira como vítima

Ceará Polícia

Uma quadrilha especializada em sequestros e extorsões, que utilizava corridas de aplicativo como isca, planejava expandir sua rede de crimes em Fortaleza. Entre os alvos listados pelo motorista Matheus Bandeira Fontoura, preso pela participação no sequestro de uma estilista, estavam um empresário, uma médica e uma enfermeira.

Novos alvos na mira da quadrilha

O plano criminoso foi revelado em depoimento por Cláudio Natan Barros da Silva, conhecido como “Sorriso”, comparsa de Matheus. Segundo o relato, o motorista teria sugerido o sequestro de sua ex-mulher, uma médica, sob o argumento de que ela possuía renda alta. Outro alvo seria o antigo dono de um bar na Cidade 2000, estabelecimento que Matheus pretendia adquirir, planejando o crime logo após efetuar o pagamento pela compra.

Além disso, o condutor teria indicado uma amiga enfermeira, que atua na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, como um “bom alvo” para novas investidas. Enquanto Cláudio Natan confessou os crimes, a defesa de Matheus sustenta sua inocência, alegando que ele foi coagido a participar da ação por medo de represálias e ameaças feitas pelos demais envolvidos.

O modus operandi do crime

O caso que levou o bando à prisão ocorreu na última quinta-feira (9). A vítima, uma estilista que solicitou um carro por aplicativo ao sair de uma casa noturna no bairro Meireles, foi rendida após o motorista desviar a rota propositalmente. Em um ponto combinado, os comparsas entraram no veículo, encapuzaram a mulher e a levaram para um cativeiro.

Durante o período em cárcere, a vítima foi submetida a ameaças constantes, enquanto o grupo realizava transferências via PIX, contratava empréstimos bancários e utilizava seus cartões. O motorista Matheus afirmou ter permanecido no carro durante as movimentações financeiras, alegando que não denunciou o grupo por medo, já que residia próximo aos demais suspeitos.

Prisões e desdobramentos

Após uma rápida resposta da Polícia Civil, quatro integrantes da quadrilha tiveram a prisão preventiva decretada: Matheus Bandeira, Cláudio Natan, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta. Todos seguem à disposição da Justiça.

Uma quinta suspeita, Rayane da Silva Queiroz, foi liberada após audiência de custódia. O magistrado entendeu que, embora ela tenha recebido valores ilícitos em sua conta, não há elementos, até o momento, que comprovem sua participação direta no sequestro ou na violência física contra a vítima. Ela deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer a todos os atos processuais e não se ausentar da comarca sem autorização.

Em nota, a plataforma Uber informou que desativou a conta do motorista, que está colaborando com as autoridades e disponibilizando suporte psicológico à vítima.


Informações baseadas no portal G1 Ceará.

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