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Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin

Brasil e Mundo Saúde

Nova esperança contra o linfoma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche. A nova terapia é voltada para o tratamento do linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), um tipo agressivo de câncer que ataca o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.

Indicação do tratamento

O Columvi é indicado para pacientes adultos que enfrentam quadros de recidiva — quando a doença retorna — ou refratariedade, condição em que o câncer não apresenta resposta aos tratamentos iniciais. O fármaco deve ser utilizado em combinação com outros quimioterápicos (gencitabina e oxaliplatina) e é uma alternativa especialmente importante para pacientes que não possuem condições clínicas para realizar o transplante autólogo de células-tronco.

A Anvisa destacou que a aprovação amplia o arsenal terapêutico brasileiro, classificando o Columvi como um anticorpo biespecífico inovador, capaz de capacitar o sistema imune do próprio paciente a identificar e combater as células tumorais.

O desafio do linfoma agressivo

O LDGCB é conhecido por sua evolução rápida e exige intervenções eficazes. No Brasil, estima-se que cerca de 4 mil pessoas recebam esse diagnóstico anualmente. Por se tratar de uma doença agressiva, as opções de controle para casos que não respondem às terapias convencionais costumam ser limitadas, tornando a chegada de novas tecnologias um marco para a oncologia hematológica nacional.

Como funciona a terapia

O tratamento com o Columvi é administrado por via intravenosa, permitindo que o paciente receba a medicação sem a necessidade de internação hospitalar. O protocolo tem duração fixa de 8,3 meses, divididos em 12 ciclos.

Dados de um estudo clínico global, publicado na revista científica The Lancet, demonstram a eficácia da nova terapia: os pacientes que utilizaram o Columvi apresentaram uma redução de 41% no risco de morte e de 63% no risco de progressão da doença em comparação aos protocolos tradicionais. Além disso, a taxa de remissão completa foi significativamente superior, alcançando 50,3% dos participantes, frente aos 22% observados no grupo de comparação.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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