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Promessas de Elmano de Freitas: governador do Ceará instalou adutoras, mas não construiu 40 mil unidades habitacionais

Ceará Política

Com três anos e meio de gestão, o governo de Elmano de Freitas (PT) chega a uma etapa decisiva de seu mandato. Um levantamento detalhado sobre as promessas de campanha feitas em 2022 revela um cenário misto: de 17 compromissos assumidos, apenas 5 foram integralmente cumpridos, enquanto 6 seguem pendentes e outros 6 foram realizados apenas de forma parcial.

Balanço de compromissos

O monitoramento, que acompanha o desempenho do Executivo estadual, aponta avanços importantes em infraestrutura hídrica e segurança, mas também lacunas significativas, especialmente no setor habitacional. Com o governador buscando a reeleição em 2026, o desempenho dessas metas ganha peso dobrado no debate público cearense.

Saúde: entre novas entregas e filas de espera

Na saúde, o destaque positivo foi a inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC), já em pleno funcionamento. Em contrapartida, a promessa de construção de três hospitais regionais (Crateús, Maciço de Baturité e Centro-Sul) caminha a passos lentos, com prazos de entrega que se estendem até 2028. Já a contratação de profissionais aprovados no concurso da Funsaúde gerou polêmica: após a extinção da fundação, o governo absorveu parte dos aprovados, mas o Ministério Público alerta para mais de 1,2 mil vagas que seguem descobertas por servidores, sendo supridas por terceirizados.

Segurança pública e tecnologia

O governo concretizou a criação do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), em Fortaleza. Contudo, a meta de expansão do reconhecimento facial ainda engatinha, restrita a testes experimentais. O policiamento via Batalhão do Raio teve ampliação, mas não alcançou os 100% dos municípios como prometido, cobrindo atualmente 83 das 184 cidades cearenses.

Combate à fome e qualificação profissional

O programa “Ceará Sem Fome” tornou-se uma marca da gestão, com 1,3 mil cozinhas solidárias atendendo vulneráveis. No campo educacional, a meta de qualificar 100 mil jovens em tecnologia da informação ficou aquém, atingindo cerca de 59 mil pessoas até o momento. Já o cartão “Mais Infância” manteve o patamar de 150 mil famílias, com o governo justificando a estabilização pela redução da extrema pobreza no estado.

Economia, energia e mobilidade

O Porto do Pecém segue como a grande aposta no Hidrogênio Verde, com 23 memorandos de entendimento firmados e bilhões em investimentos previstos, embora a produção em escala comercial ainda dependa de licenciamentos globais. No transporte, o programa de gratuidade “Vai Vem” foi implementado para públicos específicos, mas a universalização da passagem gratuita intermunicipal na RMF continua em estudo.

Habitação e o destino do Acquario

Um dos pontos de maior divergência é o setor habitacional. A meta de construir 40 mil casas não foi atingida, com o governo focando agora no auxílio para entrada em financiamentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Quanto ao polêmico “Acquario”, a promessa de parceria privada para finalizar a obra foi abandonada: o esqueleto da estrutura foi doado à Universidade Federal do Ceará (UFC) para a construção de um novo campus, encerrando o sonho do equipamento turístico original.

Infraestrutura hídrica

O governo alcançou a marca de mais de 300 km de adutoras construídas por meio do projeto Malha D’Água. Embora o sistema traga mais segurança hídrica para o Sertão Central, a meta de levar as águas da transposição do São Francisco a todas as regiões do Ceará por meio de uma rede integrada ainda enfrenta desafios técnicos para alcançar a totalidade do território.


Edição: Portal Itarema Direto.

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