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Prazo do Diagnóstico de Equidade do MEC termina nesta quarta-feira

Brasil e Mundo Educação

Prazo final para o Diagnóstico de Equidade

As redes estaduais e municipais de ensino têm apenas até esta quarta-feira (22) para concluir o envio dos dados referentes ao Diagnóstico Equidade 2026. O prazo, que já havia sido estendido no último dia 15, é improrrogável e exige atenção redobrada dos gestores educacionais.

O preenchimento deve ser realizado exclusivamente de forma virtual, por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), dentro do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Para acessar a plataforma, as secretarias de educação devem utilizar o login da conta Gov.br.

O que diz a lei

A iniciativa busca mapear o cenário atual da implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2009, que tornaram obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas de todo o país. O objetivo do MEC é identificar gargalos e avanços para subsidiar políticas públicas que combatam o racismo e as desigualdades étnico-raciais no ambiente escolar.

O levantamento é abrangente e foca em dez eixos estratégicos, que incluem desde a formação de professores e a gestão democrática até a qualidade dos materiais didáticos, o financiamento das ações e as especificidades da educação escolar quilombola e indígena.

Consequências do descumprimento

O Ministério da Educação reforça que o envio das informações é obrigatório. A falta de submissão dos dados no sistema Simec pode trazer sérios prejuízos financeiros para as redes de ensino, incluindo o risco de inviabilizar o repasse de emendas parlamentares federais ligadas ao Plano de Ações Articuladas (PAR).

Entenda a Política Nacional de Equidade

Instituída em 2024, a Pneerq é considerada uma ferramenta estratégica para promover a reparação histórica e combater o racismo no sistema educacional brasileiro. A política é estruturada em sete eixos de atuação, que orientam as redes de ensino desde a governança e o monitoramento até a criação de protocolos de combate ao racismo e a valorização das trajetórias negras e quilombolas.

A política é voltada a toda a comunidade escolar, envolvendo gestores, docentes, funcionários e estudantes. Mais detalhes sobre as diretrizes da Pneerq estão disponíveis no portal oficial do Ministério da Educação.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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