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Unicef exige compromisso urgente com a segurança de crianças e jovens no Rio de Janeiro

Brasil e Mundo

Crise na infância exige medidas imediatas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) colocou o estado do Rio de Janeiro sob os holofotes, exigindo que os candidatos ao governo estadual priorizem a proteção de crianças e adolescentes. Com índices alarmantes de violência, a organização apresentou uma agenda estratégica focada em reverter um cenário de insegurança que tem interrompido milhares de vidas.

Violência letal em números preocupantes

Entre 2021 e 2023, o Rio de Janeiro registrou a marca trágica de 1.261 crianças e adolescentes mortos, além de mais de 12 mil casos de estupro. Para o Unicef, esses dados não representam apenas estatísticas, mas uma crise estrutural que compromete o desenvolvimento educacional e o futuro de toda uma geração. Flávia Antunes, chefe do escritório do órgão no Rio, reforça que a proteção dessa faixa etária é o pilar fundamental para fortalecer a economia, a saúde e a própria democracia.

Pilares para um futuro seguro

A agenda proposta pela organização divide-se em três eixos principais para orientar a gestão do próximo governador:

1. Educação que Protege: Foco total na busca ativa escolar, garantindo que os jovens permaneçam em sala de aula e tenham acesso a oportunidades de formação profissional e inclusão no mercado de trabalho.

2. Segurança Pública Preservativa: A proposta exige o cumprimento integral da Lei Ágatha Félix, a criação de metas transparentes para a redução de homicídios e o estabelecimento de uma governança integrada entre segurança, saúde e assistência social para proteger crianças em áreas de risco.

3. Rede de Proteção Eficaz: O objetivo é implementar plenamente a Lei da Escuta Protegida, evitando a revitimização de menores, e expandir Centros de Atendimento Integrado, além de reforçar o suporte especializado em saúde mental para as vítimas.

O Unicef reafirmou sua disposição em atuar como parceiro técnico do futuro governo, oferecendo suporte para que essas políticas saiam do papel e transformem a realidade dos territórios mais vulneráveis do Rio.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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