Febre do Nilo Ocidental chega a São Paulo: Estado registra primeiros casos da doença

Brasil e Mundo

Alerta de Saúde: Casos confirmados em SP

O estado de São Paulo confirmou, pela primeira vez, a presença de casos humanos de febre do Nilo Ocidental. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), as pacientes são uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto. Enquanto a primeira já se recuperou, a segunda permanece sob cuidados médicos em ambiente hospitalar.

Entenda a doença e a transmissão

Transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (o popular pernilongo), o vírus do Nilo Ocidental tem um perfil de risco variado. A boa notícia é que grande parte dos infectados — cerca de 80% — não apresenta sintomas. Nos casos em que a doença se manifesta, os sinais costumam ser leves, como febre, dor de cabeça e mal-estar.

Sinais de alerta e gravidade

Embora a maioria dos quadros seja autolimitada, o vírus pode evoluir para formas mais sérias, incluindo encefalites e meningites. Entre os sintomas que exigem atenção médica imediata estão a confusão mental, tremores, convulsões e rebaixamento do nível de consciência. Não existe vacina disponível no Brasil, portanto, o tratamento foca no suporte médico, hidratação e controle dos sintomas.

Cenário nacional

O Ministério da Saúde monitora de perto a expansão da doença. Além de São Paulo, Santa Catarina registrou dois casos — um deles com desfecho fatal — e há uma suspeita em investigação no estado do Piauí. Autoridades reforçam que o combate ao mosquito transmissor permanece sendo a medida de prevenção mais eficaz para frear a disseminação do vírus.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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