Apoio especializado na palma da mão
O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo importante no cuidado com a saúde mental das brasileiras. A partir de agora, mulheres vítimas de qualquer tipo de violência — seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral — contam com um novo serviço de teleatendimento psicológico. A iniciativa também acolhe mães atípicas e mulheres sobrecarregadas pelo cuidado não remunerado de pessoas com deficiência ou doenças raras.
Como solicitar o atendimento
O acesso ao serviço é totalmente gratuito e descomplicado. Não é preciso encaminhamento médico ou comprovação documental da situação de vulnerabilidade. Basta acessar o aplicativo ‘Acolhe Mais’, disponível dentro da plataforma ‘Meu SUS Digital’, e realizar o login com a conta Gov.br. Após preencher o formulário inicial, uma equipe especializada fará a avaliação do caso, com retorno garantido em até 24 horas.
Estrutura de acolhimento
As consultas são realizadas por videochamada, garantindo um ambiente seguro e de escuta qualificada. Cada sessão dura cerca de 50 minutos e o acompanhamento é feito, preferencialmente, pela mesma psicóloga, visando fortalecer o vínculo terapêutico. O programa prevê ciclos de até 10 sessões, que podem ser renovados conforme a necessidade de cada paciente. O atendimento ocorre de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
Rede de proteção
É fundamental reforçar que, em casos de risco iminente ou violência em curso, a vítima deve buscar imediatamente a ajuda das forças de segurança. O telefone 190 (Polícia Militar) e o 192 (Samu) seguem como os canais prioritários para emergências. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180 permanece disponível 24 horas por dia para orientações e denúncias.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

