A Justiça do Ceará decidiu manter a prisão preventiva da policial militar Júlia Natália Girão, investigada pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva. O corpo da vítima foi encontrado em agosto, em Itaitinga, com marcas de tiros e sinais de carbonização. A desembargadora Andréa Mendes Bezerra Delfino negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, que buscava a revogação da prisão ou a conversão para domiciliar.
Entenda a decisão
A magistrada destacou a gravidade da conduta atribuída à investigada, citando não apenas o homicídio, mas também a possível destruição de provas e a criação de falsas circunstâncias para despistar as autoridades. O pedido de prisão domiciliar, fundamentado no fato de a suspeita ser mãe de uma criança de quatro anos, foi rejeitado com base na lei, que não concede o benefício automaticamente para crimes cometidos com violência.
O crime e as investigações
O caso, que chocou a corporação e a população cearense, teria motivação passional. Raphael Sampaio e Júlia Natália mantinham um relacionamento extraconjugal. Segundo as investigações da Polícia Civil, o marido de Júlia, Antoneudo Ribeiro Lima — também preso pelo crime —, teria monitorado a vítima por meses.
Imagens de câmeras de segurança e registros de sistemas de monitoramento foram fundamentais para desmantelar a versão de sequestro apresentada pela policial. Enquanto ela alegava estar amarrada durante a madrugada do crime, registros mostram o casal circulando normalmente, inclusive levando a filha à escola e passando por uma oficina mecânica horas após o assassinato. O inquérito aponta que houve uma clara divisão de tarefas entre o casal para a execução do soldado.
Edição: Portal Itarema Direto.
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