Em um mundo marcado por constantes desafios e desastres, o voluntariado tem se mostrado uma ferramenta poderosa de cura e suporte emocional. No Dia Nacional do Voluntariado, celebrado nesta sexta-feira (28), histórias de profissionais e ativistas que dedicam seu tempo a causas humanitárias revelam como a empatia pode salvar vidas, tanto de quem recebe quanto de quem oferece o auxílio.
Humanidade sem fronteiras
A psicóloga Esly Carvalho, com 45 anos de carreira e especialista em traumas, é um exemplo dessa dedicação. Atuando em Brasília, ela adaptou sua prática para atender vítimas de grandes desastres, como o recente terremoto na Venezuela. Utilizando terapias específicas e atendimento remoto, a especialista coordenou a formação de voluntários locais, permitindo que centenas de pessoas recebessem suporte psicológico em um momento de desespero e angústia.
De seis amigos a uma rede nacional
O que começou com uma iniciativa simples de seis amigos em São Paulo, em 2017, transformou-se em uma gigante da solidariedade. O ‘Projeto Help’ hoje reúne cerca de 7 mil voluntários em todo o território nacional. A estratégia é direta: oferecer o ‘cantinho do desabafo’ em locais de grande circulação, como estações de trem, rodoviárias e parques, combatendo a solidão e o adoecimento mental, especialmente entre jovens impactados pela pressão das redes sociais e apostas online.
Prevenção e acolhimento
Projetos como o de Thiago Domingos, em Brasília, focam na prevenção, oferecendo suporte a quem não tem condições de arcar com consultas particulares. A demanda é alta e diversificada, abrangendo desde casos de bullying escolar até inseguranças da comunidade LGBTQIA+. A psicóloga voluntária Juliana Cei reforça: ‘Estamos vivendo uma epidemia de solidão’. Para ela, o voluntariado atua como uma rede de proteção essencial em uma sociedade que, muitas vezes, falha em oferecer laços de qualidade.
Como buscar ajuda
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, existem canais gratuitos de suporte disponíveis no Brasil:
CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue 188 para atendimento sigiloso e imediato.
SUS: Procure a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em sua cidade.
Alcoólicos Anônimos: Apoio especializado para dependentes químicos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

