Crise climática atinge recordes
O verão europeu tem sido implacável. Dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol revelam que o calor extremo foi responsável por 2.149 mortes no país apenas durante o mês de agosto. O número alarmante marca o segundo maior registro da história desde que o sistema de monitoramento MoMo começou a contabilizar os óbitos, em 2015, ficando atrás apenas dos 2.184 registrados no mesmo período do ano passado.
Verão letal para os idosos
A situação é preocupante para as populações mais vulneráveis. Entre as vítimas, a grande maioria (2.064 pessoas) possuía mais de 65 anos, destacando o impacto direto do calor intenso no agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias, além da insolação. O monitoramento mostra ainda que, entre 15 de maio e 31 de agosto, o calor extremo tirou a vida de 5.234 pessoas na Espanha, consolidando-se como o período mais letal da última década.
Impacto regional e novas ameaças
A Catalunha foi a região mais atingida, acumulando 1.164 óbitos, seguida por Valência e Andaluzia. Enquanto o país tenta contabilizar as perdas, a agência meteorológica espanhola, Aemet, já emitiu novos alertas. A previsão indica que as temperaturas continuarão subindo, ultrapassando os 35°C em diversas regiões e mantendo noites tropicais, onde o termômetro não desce dos 20°C, impedindo o alívio necessário para a população mais exposta.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

