Relatos de pressão no ambiente profissional
Novos desdobramentos sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi trazem à tona um cenário de tensão no escritório onde ela estagiava. Segundo o advogado de Rudá Bezerra, proprietário do local, a jovem buscou a gerência para relatar que se sentia ‘sufocada’ pela dinâmica de trabalho imposta por João Munhoz Neto, seu supervisor na época.
Medidas de isolamento no escritório
O depoimento prestado à Polícia Civil revela que Isabelle se sentia impedida de exercer suas funções com autonomia, alegando que o supervisor monitorava suas atividades de forma excessiva e não permitia que ela realizasse audiências sozinha. Diante das queixas, o dono do escritório afirmou ter aplicado advertências em João Munhoz e determinado a mudança física das estações de trabalho, buscando garantir maior independência profissional para a estagiária.
Investigação sobre relacionamento abusivo
O caso, ocorrido em setembro na Aldeota, em Fortaleza, é tratado pelas autoridades como suicídio, mas a Polícia Civil aprofunda a investigação para apurar se houve induzimento ao ato por parte do namorado, João Munhoz. O inquérito aponta para a existência de um relacionamento marcado por violência psicológica e controle abusivo. Relatos de testemunhas indicam que o suspeito restringia até mesmo o ir e vir da vítima, criando um ambiente de cerceamento constante.
Defesa e desdobramentos
João Munhoz Neto, que teve a prisão preventiva decretada, é investigado por suspeita de indução ao suicídio e ameaça. A defesa do acusado contesta a medida de prisão, alegando que ele tem colaborado com as autoridades. Enquanto isso, a Polícia Civil segue analisando centenas de vídeos e colhendo novos depoimentos para esclarecer todos os contornos deste caso que chocou o Ceará.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

