Um dado preocupante acende o sinal de alerta nas famílias e instituições de ensino em todo o Brasil: um em cada cinco alunos do ensino fundamental e médio já realizou apostas em plataformas online, as chamadas ‘bets’. O levantamento, divulgado pela Frente Parlamentar Mista da Educação, revela que o problema é ainda mais grave no 3º ano do ensino médio, onde quase metade dos estudantes (49,7%) afirma já ter participado desse tipo de jogo.
Apostas precoces
O estudo, que ouviu quase 2 mil estudantes em todo o país, aponta uma realidade alarmante: a iniciação nas apostas começa cedo. Cerca de 9,5% das crianças de até 11 anos já relataram ter feito alguma aposta, desafiando a legislação brasileira que proíbe o acesso de menores a esses sites.
Disparidade por gênero
Os números mostram que os meninos são os que mais se envolvem com as apostas (27,8%), comparados a 12,6% das meninas. A frequência é significativamente maior no ensino médio, onde o comportamento de risco é mais que o dobro do registrado entre os alunos do fundamental II.
O fim do mito da educação financeira
Especialistas alertam que apostar na educação financeira como solução isolada pode ser um erro. A pesquisa indica que estudantes com maior letramento financeiro, curiosamente, possuem maior probabilidade de apostar. Segundo o coordenador do estudo, Guilherme Lichand, a solução passa por medidas mais rígidas, como o banimento de propagandas agressivas e a taxação direta sobre as transações das empresas de apostas.
Impacto financeiro milionário
As perdas estimadas entre os estudantes pesquisados já superam a marca de R$ 1 bilhão. O cenário exige uma resposta urgente com foco na regulação do setor e na proteção efetiva de crianças e adolescentes contra a exposição predatória dessas plataformas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

