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ANPD ordena suspensão de transmissões ao vivo no Discord após onda de crimes contra menores

Brasil e Mundo Política

Segurança em xeque

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou, nesta quarta-feira (12), que o Discord suspenda imediatamente a função de transmissões ao vivo (Go Live) e o compartilhamento de vídeos no Brasil. A medida, de caráter preventivo, visa frear o uso da plataforma para crimes graves, como a indução de menores à automutilação e ao suicídio.

Entenda a decisão

A determinação ocorre após o trágico caso de uma adolescente de 13 anos, em Mato Grosso do Sul, que foi induzida ao autoextermínio durante uma live. A investigação, que faz parte da Operação Lívia, contou com desdobramentos em diversos estados, incluindo o Ceará, onde autoridades buscam desmantelar redes que coagiam jovens em ambientes virtuais.

Falhas estruturais

Segundo a ANPD, o Discord falhou ao não implementar mecanismos eficazes de monitoramento. A arquitetura técnica da plataforma, que não permite a análise de conteúdo em tempo real em servidores fechados, facilitou a disseminação de conteúdos extremos. A empresa tem agora o prazo de três dias para cumprir a ordem, sob pena de sanções administrativas previstas no ECA Digital, que podem atingir R$ 50 milhões.

Posicionamento do Discord

Em nota, a plataforma afirmou que mantém diálogo contínuo com as autoridades brasileiras e que colabora com as investigações policiais. A empresa reforçou que desarticula grupos criminosos e que desativou o servidor privado utilizado no caso citado pela investigação antes mesmo do ocorrido.

Precisa de ajuda?

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, não hesite em procurar apoio. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia. Você também pode buscar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou nas unidades de pronto atendimento do seu município.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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