O Brasil enfrenta um desafio colossal para superar o seu gargalo histórico de desenvolvimento. Segundo um novo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país precisa elevar drasticamente seus investimentos em infraestrutura para alcançar padrões internacionais de eficiência e crescimento.
O salto necessário no PIB
Em 2024, o Brasil aplicou R$ 266,8 bilhões no setor, o equivalente a 2,27% do PIB. O diagnóstico da CNI é direto: para zerar o déficit, esse patamar precisa saltar para 4,65% do PIB — cerca de R$ 550 bilhões anuais — e ser sustentado por, pelo menos, duas décadas.
Um novo modelo de financiamento
O estudo destaca que a dependência excessiva de fontes isoladas é coisa do passado. A estratégia agora é integrar recursos públicos e privados, fortalecendo o mercado de capitais para viabilizar projetos de longo prazo. O presidente da CNI, Ricardo Alban, reforça que a responsabilidade fiscal e a segurança jurídica são pilares fundamentais para atrair investidores e garantir que as obras não parem com a troca de governos.
Protagonismo privado
A composição do financiamento já mudou drasticamente na última década. Se entre 2010 e 2014 a participação privada era de apenas 29,3%, em 2024 esse número alcançou 61,5%. O desafio, agora, é manter esse ritmo com um ambiente regulatório mais previsível e agências reguladoras com total autonomia técnica.
Lições do mundo
Analisando modelos de sucesso em países como Austrália, Chile e Índia, a CNI aponta que o caminho para o progresso exige instituições sólidas e uma carteira robusta de projetos bem estruturados. O objetivo é claro: usar o investimento público não como fonte única, mas como um indutor estratégico para alavancar o capital privado em prol do crescimento do país.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

