Fenômeno de vendas e autora de sucessos como Tudo é Rio e Véspera, a escritora Carla Madeira aponta as redes sociais e os clubes de leitura como grandes aliados na formação de novos leitores no Brasil. Para a autora, a prática de compartilhar opiniões sobre livros transformou a leitura em uma experiência coletiva e dinâmica.
O poder do compartilhamento
Durante sua participação na 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador, a escritora mineira celebrou o fato de as pessoas estarem perdendo o medo de debater literatura. Segundo ela, as plataformas digitais facilitam a troca de informações e o exercício de conviver com diferentes perspectivas, algo fundamental para o enriquecimento intelectual.
O desafio do acesso à leitura
Apesar do otimismo com o engajamento digital, Carla Madeira não ignora a realidade nacional. Com base em dados de 2024, que indicam que mais da metade da população brasileira não leu livros nos últimos meses, a autora ressalta que o incentivo à leitura precisa caminhar ao lado de políticas públicas eficazes.
Para a escritora, o acesso ao livro vai muito além da vontade de ler. Questões sociais estruturais, como condições adequadas de moradia, iluminação e tempo disponível, ainda são barreiras que impedem que o hábito literário alcance uma parcela expressiva dos brasileiros.
Um olhar sobre a maternidade
No evento, Carla também antecipou detalhes de seu novo trabalho, intitulado Quando. A obra, que explora a complexidade das relações familiares e o peso da maternidade, ambienta-se no Brasil de 1986, trazendo reflexões sobre as heranças da ditadura e o impacto das escolhas familiares. O livro é aguardado como mais um mergulho profundo da autora na subjetividade humana e nos pactos que fundam a vida em sociedade.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

