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Sindicatos iniciam ofensiva contra senadores para votar fim da escala 6×1 antes das eleições

Brasil e Mundo

O clima esquentou nos bastidores de Brasília. As principais centrais sindicais do país declararam guerra ao adiamento da votação da PEC que propõe o fim da desgastante jornada de trabalho 6×1. O objetivo das entidades é claro: forçar o Senado a colocar o texto em votação antes do primeiro turno das eleições de 2026, evitando que a pauta seja esquecida após o pleito.

Pressão nas bases eleitorais

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, foi enfático ao afirmar que a manobra para adiar a votação atende a interesses de empresários e setores da oposição que temem o desgaste político. Segundo as centrais, muitos parlamentares evitam votar a favor dos trabalhadores agora por medo de represálias, mas pretendem “trair o povo” assim que os votos forem contados. A estratégia agora é pressionar os senadores diretamente em seus estados de origem.

Agenda de mobilização nacional

A partir deste fim de semana, o Fórum das Centrais Sindicais inicia uma série de ações em centros comerciais — locais onde a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso é predominante. Além de panfletagem e campanhas intensas nas redes sociais, os sindicatos planejam novos protestos de rua e buscam uma audiência urgente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado pelas lideranças como o principal responsável pelo travamento da pauta.

O impasse com o setor produtivo

Enquanto trabalhadores reivindicam mais qualidade de vida e tempo com a família, o setor empresarial segue na resistência. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) sustenta que a medida traria insegurança econômica e exige que o debate ocorra sem a “pressão do calendário eleitoral”. Do outro lado, o presidente da UGT, Ricardo Patah, lembra que a redução da jornada para 40 horas semanais é uma luta histórica que não pode ser mais ignorada, especialmente após o amplo apoio visto na aprovação da PEC pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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