Um elo de décadas com o Brasil
Há 17 anos, a voz inconfundível da fadista Carminho atravessa o Atlântico para conquistar o público brasileiro. Em sua nova turnê, “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir”, a artista portuguesa reafirma que o Brasil é muito mais do que um palco: é o lugar onde se sente em casa, nutrindo laços que transcendem a música e se misturam ao cotidiano.
Muito além da tristeza do fado
Contrariando o estigma de que o fado é apenas melancolia, Carminho defende a profundidade do gênero. Para ela, a música é uma linguagem plástica, capaz de traduzir a complexidade dos sentimentos humanos. Em seus shows, o público brasileiro encontra não apenas tradição, mas a força do improviso e uma entrega emocional que faz de cada apresentação um momento irrepetível.
Entre grandes nomes e novas vozes
A trajetória da cantora em solo brasileiro é marcada por amizades profundas com lendas como Chico Buarque, Maria Bethânia e Marisa Monte — com quem compartilha uma conexão artística e pessoal única. Atenta à cena atual, Carminho também se mostra uma grande entusiasta da nova geração da música brasileira, acompanhando nomes como Marina Sena e Zé Ibarra.
Homenagem às raízes e ao feminino
O repertório da atual turnê é baseado em seu sétimo álbum, um trabalho visceral que presta homenagem às mulheres pioneiras do fado. Entre clássicos e novas criações, como o dueto inesquecível com Marisa Monte em “Chuva no Mar”, Carminho segue transformando a tradição fadista em uma ponte viva entre Portugal e Brasil.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

