Uma nova era para os clássicos de Chico
A música brasileira vive um momento de celebração e renovação. Um time de peso, formado por artistas de diversas gerações e estilos, uniu forças no projeto ‘Chico 2.0’. O objetivo é claro: oxigenar obras imortais de Chico Buarque, trazendo novas batidas e uma sonoridade contemporânea para o público jovem.
Mistura de ritmos e gerações
A audição do projeto, realizada recentemente no Rio de Janeiro, apresentou um mosaico musical impressionante. Sucessos como Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim foram reinterpretados sob a ótica do rap, trap, funk, R&B, soul e samba. Segundo Felipe Poeta, diretor musical da iniciativa, a proposta é construir uma ponte entre as letras atemporais de Chico e a estética da música urbana atual.
Conexões nordestinas e talentos nacionais
Um dos destaques do álbum é a faixa O Que Será (À Flor da Terra), que conta com a participação histórica de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque. A canção traz os rappers Vandal e Don L, reforçando a potência criativa do Nordeste na música brasileira. Vandal destacou a emoção de participar de um projeto que une lendas da MPB a novas vozes da periferia.
Respeito à tradição e foco no futuro
O projeto é uma iniciativa que reúne a Cufa, FRecords, Tha House Company e Universal Music. Além dos nomes citados, o álbum conta com um elenco de peso, como Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho e muitos outros. Celso Athayde, fundador da Cufa, ressalta que a iniciativa é fundamental para garantir que as novas gerações ocupem o espaço da música popular com qualidade, autonomia e o devido respeito ao legado deixado por Chico Buarque.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

