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COP17 termina sem acordo global contra secas e gera críticas de especialistas

Brasil e Mundo

Frustração mundial após o fim da conferência

O encerramento da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), ocorrido na última sexta-feira (28) em Ulaanbaatar, deixou um rastro de insatisfação. Organizações ambientais e especialistas definiram o desfecho como frustrante, marcado pela incapacidade das nações em firmar um compromisso concreto e urgente para o enfrentamento das secas globais.

Um adiamento perigoso

A principal crítica recai sobre o adiamento da discussão para a COP18, no Egito. Rafael Giovanelli, do Instituto Escolhas, destacou que os governos falharam ao empurrar o problema para o futuro, ignorando a gravidade dos desastres climáticos atuais. Enquanto o impasse político se mantém, especialistas alertam que a conta será paga por comunidades vulneráveis ao redor do mundo, que enfrentarão secas cada vez mais severas sem o devido respaldo internacional.

Disputa entre necessidades e interesses

O impasse é fruto de visões distintas: enquanto países africanos, historicamente os mais atingidos pela escassez de água, defendem um mecanismo multilateral robusto com apoio financeiro, nações mais ricas e a União Europeia resistem a acordos obrigatórios. O medo de comprometer gastos externos em um cenário de crise hídrica interna tem travado as negociações.

Alternativas em curso

Apesar da falta de consenso formal, iniciativas paralelas tentam amenizar a crise. Destaque para o lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), que busca captar US$ 400 milhões para segurança hídrica e agricultura sustentável. Além disso, o novo Índice de Resiliência à Seca (DRI) surge como uma ferramenta tecnológica para auxiliar países a monitorarem e se prepararem para períodos de estiagem extrema. Contudo, especialistas reiteram que esforços isolados, embora bem-vindos, não substituem a necessidade de uma política global coordenada.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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