Caso choca o Ceará
A morte do soldado da Polícia Militar Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de um veículo no bairro Ancuri, em Itaitinga, trouxe à tona uma trama policial envolta em contradições. A soldado Júlia Natália Girão Gomes, 27, colega de farda da vítima, foi presa em flagrante suspeita de envolvimento no crime.
Histórico e contradições
Júlia Natália, que ingressou na corporação em novembro de 2024, já possuía antecedentes criminais por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A versão apresentada pela policial, de que teria sido mantida amarrada em uma área de mata próxima ao local do crime, foi confrontada por imagens de câmeras de segurança. O registro mostra a suspeita em uma oficina de propriedade de seu marido — que também é investigado — em um horário conflitante com o seu depoimento.
Investigação rigorosa
A Perícia Forense (Pefoce) confirmou que a vítima sofreu lesões por arma de fogo antes da carbonização. O governador Elmano de Freitas classificou o episódio como um ‘crime bárbaro’ e exigiu celeridade nas investigações. O Ministério Público do Ceará montou uma força-tarefa para acompanhar o caso, dada a complexidade de envolver membros das forças de segurança.
Comoção na corporação
O soldado Raphael Sampaio, que integrava o 16º Batalhão da PMCE desde 2022, era amplamente respeitado pelos colegas. A Associação das Praças Militares do Ceará (Aspra-CE) emitiu nota de pesar, solidarizando-se com a família. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP).
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

