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Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,20 após sinalização de juros nos EUA

Brasil e Mundo

Alerta no mercado financeiro

O mercado financeiro viveu um dia de tensão nesta sexta-feira (28). O dólar comercial voltou a ganhar força e encerrou o dia cotado a R$ 5,19, reagindo ao tom mais rigoroso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, em relação ao controle da inflação norte-americana. O posicionamento aumentou as apostas de que os juros nos EUA podem subir já no próximo mês.

Câmbio sob pressão

Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a oscilar, atingindo um pico de R$ 5,23, mas fechou o dia com uma alta de 0,62%. No acumulado da semana, a valorização foi de 1,06%. O movimento foi reflexo direto do simpósio de Jackson Hole, onde a autoridade monetária dos Estados Unidos indicou que ainda há muito trabalho a ser feito para conter a inflação, o que elevou o rendimento dos títulos do Tesouro americano.

Brasil e o mercado de trabalho

Por aqui, a atenção também se voltou para o Caged. A criação de 58.568 vagas formais em julho, número abaixo do esperado pelo mercado, trouxe novos contornos para a política monetária nacional. Analistas agora reforçam a expectativa de que o Banco Central brasileiro possa reduzir a Taxa Selic para 13,75% em sua próxima reunião, buscando estimular o cenário interno.

Bolsa de valores resiste

Apesar da cautela externa, o Ibovespa demonstrou resiliência. O índice alcançou sua oitava alta consecutiva, fechando o dia em 175.664 pontos, uma valorização de 0,30%. Enquanto a B3 manteve o otimismo, os índices em Nova York sentiram o impacto das falas do Fed, com o setor de tecnologia, representado pelo Nasdaq, sendo o mais pressionado no dia.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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