Uma jornada pela identidade negra
O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, abriu suas portas para a emocionante exposição Território Inventivo Pequena África. A mostra é um convite ao público para redescobrir a história de uma região marcada profundamente pela chegada de africanos escravizados, mas, acima de tudo, pela resistência e pela formação da identidade cultural do Brasil.
Memória viva do Cais do Valongo
A região da Pequena África guarda lugares simbólicos e fundamentais para a memória nacional, como a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos e o histórico Cais do Valongo. Redescoberto em 2011 durante obras na zona portuária, o cais — por onde passaram mais de 1 milhão de africanos — recebeu o título de Patrimônio Mundial pela Unesco, consolidando-se como um marco global da diáspora africana.
Tecnologia e protagonismo
A exposição utiliza uma abordagem sensorial, com ambientes que remetem ao Oceano Atlântico, além de recursos de realidade aumentada, maquetes e espelhos interativos. A curadoria foca no protagonismo negro, trazendo à tona as vozes e as trajetórias de figuras icônicas como Tia Ciata, Machado de Assis, Pixinguinha, Conceição Evaristo e o Almirante Negro, João Cândido.
Um convite à reflexão
Para os visitantes, a experiência vai além de um passeio cultural; é um exercício de memória que equilibra o reconhecimento de um passado doloroso com a celebração da força e da alegria que definem a cultura afro-brasileira hoje. O Muhcab está aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita para todos os interessados em conhecer essa parte essencial da nossa história.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

