Em um momento de tensão institucional no Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reafirmou nesta sexta-feira (4) que o Judiciário conduzirá as apurações sobre o caso envolvendo o Banco Master e os vazamentos de mensagens do ministro Alexandre de Moraes com rigorosa observância à Constituição.
Compromisso com a legalidade
Fachin foi enfático ao declarar que a gravidade dos eventos recentes não abre brecha para condutas fora do rito jurídico. Segundo o ministro, quanto mais desafiador é o cenário, maior deve ser o compromisso com o devido processo legal. ‘Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige’, destacou durante evento no Palácio do Planalto.
Lula defende igualdade perante a lei
Durante o mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sublinhou que a legislação brasileira deve ser aplicada de maneira uniforme, sem distinções hierárquicas. ‘Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo para benefício pessoal. Isso vale para o presidente, para o médico ou para o catador’, pontuou Lula, condenando a prática de vazamentos seletivos que, segundo ele, alimentam a indústria de fake news e ameaçam a estabilidade democrática.
Entenda o embate no Judiciário
A crise institucional escalou após um relatório da Polícia Federal apontar supostas conexões entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio gerou um efeito dominó de pedidos de investigação cruzados entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Atualmente, o presidente do STF, Edson Fachin, coordena os próximos passos do processo e estabeleceu um prazo de cinco dias para que Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentem suas manifestações sobre os fatos recentes.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

