Uma postura de coragem
O senador Eduardo Girão (Novo) reafirmou sua lealdade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao comentar, nesta terça-feira (4), o cenário político cearense. Durante a convenção do Novo em Fortaleza, Girão destacou a coragem de Michelle ao se posicionar contra o que chamou de “acordão indecoroso” entre o PL e Ciro Gomes (PSDB) para as eleições no estado.
Para o senador, que agora compõe a chapa nacional com Romeu Zema, a união entre o PL e o grupo de Ciro Gomes é insustentável. “É água e óleo. Um erro histórico que ela teve a coragem de enfrentar”, declarou, ressaltando que, após aceitar o convite para a vice-presidência, Michelle foi a primeira pessoa que ele contatou, além de sua família.
Ruptura com o coronelismo
Embora tenha agradecido a mensagem de cortesia enviada por Ciro Gomes, Girão não poupou críticas ao modelo de gestão do ex-ministro e seus aliados. O senador defende uma mudança profunda na política local. “O Ceará precisa de uma ruptura desse modelo de coronelismo e oligarquia que Ciro, o irmão Cid Gomes e o PT representam”, afirmou.
Bastidores da discórdia
A tensão exposta por Michelle Bolsonaro não é recente. A ex-primeira-dama protagonizou um embate público com o senador Flávio Bolsonaro e lideranças do PL no Ceará, especialmente após a articulação do deputado federal André Fernandes para aproximar o partido de Ciro Gomes. Michelle sempre defendeu que o apoio da direita a nomes como Ciro deveria ser restrito a um eventual segundo turno, mantendo a coerência com os valores que o seu grupo político sustenta.
Apesar da resistência, o PL oficializou o apoio ao projeto de Ciro Gomes em maio, consolidando uma aliança que, desde o início, gerou fortes atritos internos e desencontros entre a cúpula nacional e as lideranças estaduais do partido.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

