Justiça bloqueia R$ 135 milhões do Banco Master
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de contas do Banco Master e de outras entidades ligadas ao grupo, incluindo a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a Axor Asset, além dos indivíduos Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues. A medida alcança o montante de R$ 135 milhões e atende a um pedido conjunto do Estado do Rio de Janeiro e do Fundo Único de Previdência Social (Rioprevidência).
Prejuízos e gestão temerária
O caso remonta a um aporte de R$ 150 milhões realizado pelo Rioprevidência entre julho e agosto de 2025 no Fundo de Investimento “Texas i Fia”. Na época, a carteira do fundo estava quase totalmente exposta a ações da Ambipar Participações e Empreendimentos S.A. Com a forte desvalorização dos papéis um ano depois, o fundo de previdência estadual amargou uma perda de quase R$ 15 milhões.
Ao proferir a decisão, o juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública, classificou a operação como uma manobra sofisticada. Segundo o magistrado, a execução do esquema não teria sido possível sem o controle direto dos envolvidos sobre a operação, resultando na “pulverização do dinheiro público”.
Indícios de fraude e manipulação
O magistrado apontou que a escolha por concentrar o investimento em um único ativo levanta graves suspeitas de gestão temerária por parte dos gestores do Rioprevidência. Para a Justiça, essa estratégia pode ter servido como um mecanismo para inflar artificialmente o valor das ações, utilizando o fundo de pensão como um instrumento para viabilizar manobras financeiras irregulares.
O episódio é alvo de desdobramentos em outras frentes judiciais e investigativas, incluindo inquéritos sobre fraudes no Banco Master e uma ação da Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) que busca o ressarcimento de prejuízos que somam R$ 640 milhões aos cofres da previdência estadual.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

