Uma mensagem de despedida
“Mãe, eu te amo”. Esta foi a última lembrança que a professora Isorlanda Caracristi guarda da filha, Isabelle Caracristi, de 22 anos. A universitária foi encontrada morta no apartamento onde residia com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro. O caso, que choca o Ceará, ganhou repercussão após a mãe da jovem vir a público cobrar uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias da morte.
Um relacionamento marcado pelo silêncio
Desde o ocorrido, a família de Isabelle relata um cenário de angústia. Segundo a mãe, após a morte, o namorado e a sogra da jovem cortaram qualquer contato, bloqueando familiares e não comparecendo ao velório ou sepultamento. O irmão da vítima, Rafael Magalhães, lamentou a ausência de qualquer representante da família do namorado nos momentos de despedida, reforçando a falta de respostas sobre o que aconteceu dentro do imóvel.
Investigação em curso
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o caso está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Até o momento, o laudo da Perícia Forense que apontará a causa exata da morte não foi concluído. A polícia mantém sigilo sobre detalhes das condições em que o corpo foi encontrado e se o companheiro da jovem é tratado como suspeito.
Relação rápida e controladora
Em relatos emocionados, a mãe de Isabelle descreveu o namoro como um relacionamento que evoluiu de forma acelerada. A jovem conheceu o companheiro, de 33 anos, durante um estágio em um escritório de advocacia onde ele era seu gestor. Isorlanda relatou que, mesmo preocupada com o comportamento controlador e as exigências financeiras feitas por ele à filha, manteve-se próxima para oferecer suporte. Agora, a família aguarda por justiça, esperando que as autoridades esclareçam os fatos que levaram ao fim trágico da vida da estudante.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

