A tranquilidade do pleito eleitoral no interior cearense tem sido ameaçada por uma ofensiva criminosa. Em Quixelô, a 304 quilômetros de Fortaleza, a Polícia Civil intensificou as investigações contra um grupo ligado à facção Comando Vermelho, suspeito de promover uma série de atentados, extorsões e atos de intimidação contra candidatos e apoiadores políticos durante o mês de setembro.
Ataques a tiros e terror
O nível de ousadia do grupo chocou a população local. No dia 15 de setembro, um apoiador político teve seu veículo alvejado por disparos de arma de fogo. A ação, executada por uma dupla em uma motocicleta, resultou na prisão de um homem de 20 anos e na identificação de um adolescente. O suspeito detido responde por crimes de disparo de arma de fogo, corrupção de menores e integração a organização criminosa.
Extorsão e censura política
Além da violência física, o medo tem sido usado como ferramenta de controle. Investigações revelaram o envio de mensagens ameaçadoras, onde criminosos prometiam ataques caso as vítimas não interrompessem o apoio a determinados candidatos. Em outro episódio registrado por câmeras de segurança, integrantes da facção foram flagrados removendo material de campanha, como bandeiras, das ruas da cidade. Um homem de 33 anos, já com histórico de violência doméstica e ameaça, foi preso por envolvimento direto nesses esquemas de extorsão.
Investigação estadual
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que a situação em Quixelô faz parte de uma problemática mais ampla no Ceará. Somente em 2026, 29 suspeitos foram presos por tentarem interferir no processo eleitoral em 12 municípios cearenses. O padrão criminoso inclui desde a cobrança de “taxas” para a realização de atos de campanha até a proibição de entrada de políticos em áreas dominadas pelo crime organizado. As forças de segurança continuam as diligências para desarticular totalmente a célula criminosa no município.
Edição: Portal Itarema Direto.
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