Operação contra esquema de fraudes na Receita Federal
A Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Snooker, nesta quinta-feira (23), com a apreensão de uma lancha de luxo em Salvador (BA). A embarcação pertence a um grupo criminoso investigado por fraudes em importações no Ceará, lavagem de dinheiro e corrupção na fiscalização aduaneira. A ação é um desdobramento das investigações iniciadas em setembro de 2025.
O modus operandi da quadrilha
As investigações apontam que o grupo, composto por empresários, um auditor fiscal e um perito credenciado pela Receita Federal, atuava de forma articulada para burlar o fisco. Entre os golpes praticados, destaca-se a importação de objetos de valor, como peças de prata, que eram declaradas falsamente como simples bijuterias. Com a classificação fraudulenta, os criminosos reduziam drasticamente o pagamento de impostos, aumentando o lucro ilícito.
Denúncia originou as investigações
O caso veio à tona em 2022, após uma denúncia anônima enviada à Ouvidoria do Ministério da Economia. O relato indicava que um auditor fiscal lotado no Aeroporto Internacional de Fortaleza facilitava a entrada de produtos em troca de pagamentos. Segundo a PF, o esquema operou entre 2020 e 2025, dividido em dois núcleos: um focado em mercadorias chinesas e outro na manipulação de laudos periciais para subfaturar tributos.
Bloqueio de bens e prejuízo milionário
Para ocultar o patrimônio acumulado com o crime, os investigados utilizavam empresas de fachada e laranjas. Além da lancha apreendida na Bahia, a Justiça Federal determinou medidas rigorosas para desmantelar a estrutura financeira da organização. O saldo da operação inclui o bloqueio de R$ 40 milhões em contas bancárias, retenção de criptoativos e o sequestro de diversos veículos de luxo. Ao todo, mandados foram cumpridos contra 10 pessoas físicas e 12 empresas espalhadas pelo Ceará, Bahia e São Paulo.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

