Uma operação de peso do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, desmantelou um esquema criminoso que unia milicianos e traficantes. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas por integrarem a milícia de Curicica, na zona oeste carioca, e membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Policiais entre os denunciados
O que mais chama a atenção é o envolvimento de agentes públicos. Entre os alvos da denúncia estão dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões e Leo Carlos Araújo Santos, lotados em batalhões da capital. Eles são suspeitos de atuar diretamente no fornecimento e intermediação de armas e munições de uso restrito para o grupo criminoso.
Estrutura criminosa e aliança perigosa
As investigações detalham uma hierarquia rígida no comando da milícia. Mesmo atrás das grades em um presídio federal, André Costa Bastos, o “Boto” ou “Redbull”, seria o mentor estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi”, cuidava das operações nas ruas. O grupo se financiava por meio de extorsões a moradores e comerciantes, além de roubos de cargas na região de Jacarepaguá.
A polícia descobriu ainda uma aliança estratégica entre esses milicianos e o tráfico do TCP. O pacto de cooperação visava o domínio territorial contra facções rivais e a facilitação do tráfico de armamento pesado, como fuzis e pistolas.
Justiça e corporação
A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa destacou a alta periculosidade dos acusados ao decretar as prisões, citando a necessidade de proteger a ordem pública. A Polícia Militar do Rio confirmou que os dois policiais presos já foram encaminhados para a unidade prisional da corporação em Niterói e deverão responder a processos administrativos que podem resultar na expulsão da força policial.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

