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Operação Lívia: Rede que induzia jovens ao suicídio e crimes virtuais é desmantelada no Brasil

Brasil e Mundo

A Polícia Civil, com apoio do Ministério da Justiça, deflagrou a Operação Lívia para combater uma organização criminosa que utilizava redes sociais para coagir crianças e adolescentes. O grupo, que operava principalmente através do Discord e Telegram, induzia as vítimas à automutilação, ao suicídio e a atos de crueldade contra animais.

O caso que mobilizou o país

A investigação foi iniciada após a trágica morte de uma adolescente de 13 anos, chamada Lívia, que tirou a própria vida durante uma transmissão ao vivo em um grupo do Discord. Antes do ato, a jovem foi pressionada pelos criminosos a cometer maus-tratos contra um animal. O episódio, que durou 45 minutos, levantou um alerta urgente para a segurança de menores na internet.

Ação nacional e ramificação no Ceará

A ofensiva policial resultou em mandados de busca e apreensão cumpridos em diversos estados, incluindo o Ceará. Entre os investigados estão adolescentes de 13 a 17 anos e um jovem de 18 anos, todos integrantes da rede criminosa. Autoridades destacaram que o grupo chegava a movimentar dinheiro via PIX, criado em nome das próprias vítimas, para financiar a compra de instrumentos usados na automutilação.

Falhas das plataformas digitais

O Ministério da Justiça apontou que o Discord e o Telegram falharam gravemente no cumprimento do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). Segundo o secretário Nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes, o Discord não interrompeu a transmissão ao vivo, não removeu o conteúdo e omitiu a notificação às autoridades. Uma investigação contra as plataformas será aberta junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Alerta aos pais

O ministro da Justiça reforçou a necessidade de vigilância ativa por parte das famílias. A polícia conseguiu identificar outras possíveis vítimas, evitando novos desfechos fatais. O trabalho de análise dos materiais apreendidos continua para identificar todos os envolvidos na rede criminosa.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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