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Pesquisa mostra que brasileiro projeta futuro da Seleção sem Neymar

Brasil e Mundo Esporte

Com o encerramento do ciclo da Copa do Mundo de 2026, uma contagem regressiva de 1.419 dias começou rumo ao Mundial de 2030. Após uma das campanhas mais decepcionantes da história da Seleção Brasileira desde 1990 — culminando na eliminação precoce para a Noruega nas oitavas de final —, o torcedor volta suas atenções para a reconstrução do time nacional. No centro desse debate, surge a pergunta inevitável: ainda há espaço para Neymar na Amarelinha?

O futuro de Neymar em xeque

Uma pesquisa realizada pela IMO Insights revela que a opinião pública está dividida, mas tende ao desapego. Cerca de 46% dos brasileiros acreditam que o ciclo de Neymar na Seleção chegou ao fim. Por outro lado, 36% dos entrevistados defendem a permanência do atacante, argumentando que, aos 38 anos, ele ainda poderia ser útil — uma idade inferior à de Lionel Messi na edição atual.

A pesquisa aponta um desgaste sensível na imagem do camisa 10. Para 67% do público, a saída do jogador seria o caminho natural para viabilizar uma renovação necessária visando 2030. Simona Karen Miranda, diretora da IMO, destaca que o atleta perdeu pontos em popularidade e representatividade do espírito da Seleção, reforçando que a discussão atual deixou de ser estritamente técnica para focar no desejo popular de mudança.

Números e incertezas

Neymar viveu um ciclo marcado por lesões persistentes, atuando apenas 55 minutos na última Copa. O futuro do atleta, que tem contrato com o Santos até o fim do ano, permanece uma incógnita. Se este for, de fato, o encerramento de sua trajetória na Seleção, o histórico do jogador deixa números expressivos: 80 gols em 130 partidas oficiais, marca que o coloca como o maior artilheiro da história da equipe nacional, além das conquistas da Copa das Confederações (2013) e do ouro olímpico (2016).

A cobrança por mudanças na CBF

Para além dos jogadores, a insatisfação do torcedor mira a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em meio a trocas constantes de comando técnico — que variaram de Ramon Menezes a Carlo Ancelotti — e instabilidades administrativas, a pressão por reformas é clara: 86% dos brasileiros defendem mudanças profundas na entidade para que o país retome o protagonismo mundial.

Curiosamente, ao avaliar os culpados pelo fracasso em 2026, a gestão da CBF é vista como coadjuvante. O torcedor prefere atribuir o vexame ao desempenho dos atletas (30%), às escolhas táticas da comissão técnica (20%) e às convocações (19%).

Segundo a diretora da IMO, esse comportamento revela uma característica peculiar do torcedor brasileiro: a dificuldade em admitir a perda de protagonismo estrutural. “Embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu força no cenário internacional, prevalece a percepção de que o problema é circunstancial, ligado à forma como o time jogou esta Copa, e não uma queda definitiva da capacidade do país em revelar talentos ou conquistar títulos”, conclui.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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