Luxo financiado por esquema
A Polícia Federal revelou detalhes impressionantes sobre as investigações da Operação Sem Refino, que apura um complexo esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Segundo o relatório, o ex-chefe do Executivo fluminense teria recebido vantagens indevidas, que vão desde contas de luxo até imóveis de alto padrão, em troca de favorecer a refinaria Refit em órgãos estaduais.
Degustação, mansão e aluguel abaixo do preço
O dossiê da PF, tornado público pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, elenca gastos que teriam sido bancados por terceiros ligados ao esquema. Entre eles, destaca-se uma conta de R$ 10,5 mil em caviar consumido em um hotel cinco estrelas em São Paulo. Além disso, o ex-governador é acusado de usufruir de uma mansão em Petrópolis, onde teria mandado construir uma adega avaliada em quase um quarto de milhão de reais.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o valor do aluguel pago por Castro em sua cobertura na Barra da Tijuca. Enquanto o mercado cobra cerca de R$ 25 mil pelo imóvel, o ex-governador pagava R$ 10 mil. A propriedade estaria registrada em nome de uma empresa de fachada, criada pouco tempo antes da transação imobiliária.
Defesa nega acusações
Em nota oficial, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer irregularidade. Sobre o episódio do caviar, os advogados sustentam que o produto foi uma encomenda de um amigo e que o ex-governador apenas teria feito a retirada. Quanto aos imóveis, a defesa afirma que todos os contratos de locação são legítimos e que não houve qualquer benefício ilícito em favor da refinaria Refit, reiterando que Castro está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

