O governo federal oficializou a prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina por mais 30 dias. A medida, assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, visa conter os reflexos imediatos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis no Brasil.
O que motivou a decisão
A decisão de manter o benefício ocorre em um momento de instabilidade global. Após uma breve trégua no mês de junho, o preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a superar a marca dos US$ 100 nesta semana. A tensão foi agravada pelo fracasso nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e por novos ataques a embarcações no Mar Vermelho, o que renovou o temor de desabastecimento e encarecimento da commodity em nível mundial.
Como funciona o subsídio
O subsídio, tecnicamente chamado de subvenção econômica, funciona como um amortecedor contra a volatilidade do mercado internacional. O governo arca com parte dos custos diretamente aos produtores e importadores, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse mecanismo permite que, mesmo quando o petróleo dispara lá fora, o aumento repassado aos postos de combustíveis seja significativamente menor para o consumidor final.
Reflexos no diesel e alternativas
Enquanto a gasolina teve seu benefício renovado por 30 dias, o subsídio ao diesel — no valor de R$ 1,12 por litro — segue em vigor por um período mais longo, após ter sido prorrogado pelo Congresso Nacional por 60 dias em meados de julho.
Para complementar as ações de controle de preços, o governo também busca alternativas estruturais. Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) elevou de 30% para 32% o teor de etanol anidro misturado à gasolina. A medida, válida por 180 dias, visa reduzir a dependência da gasolina pura e, consequentemente, diminuir a pressão inflacionária sobre o combustível que chega ao tanque dos brasileiros.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

