Diálogo com o setor produtivo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta sexta-feira (14) que o governo federal adotará uma postura cautelosa diante do impasse comercial com os Estados Unidos. Antes de decidir sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade, o Executivo abrirá um canal de diálogo com empresários brasileiros e investidores estrangeiros para avaliar os reais impactos de uma possível resposta ao tarifaço imposto por Washington.
Entenda o cenário
O governo de Donald Trump implementou um aumento de 37,5% em impostos sobre produtos brasileiros, justificando a medida com acusações de práticas comerciais desleais e suposta utilização de mão de obra forçada. A decisão de retaliar — ou não — depende agora de uma análise profunda para preservar a competitividade das exportações brasileiras, que já somam um impacto de cerca de US$ 6,6 bilhões.
O peso da Lei de Reciprocidade
A Lei nº 15.122, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, autoriza o governo brasileiro a reagir a medidas unilaterais que prejudiquem a economia do país. Entre as possíveis contramedidas previstas estão a suspensão de isenções fiscais, a criação de novos tributos ou a restrição direta à importação de bens e serviços. O ministro Durigan destacou que, apesar da autorização legal, o governo manterá a responsabilidade e o rigor técnico necessários para manejar um tema tão sensível para o mercado nacional.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

