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TSE reforça que empresa venezuelana não forneceu urnas ao Brasil

Brasil e Mundo Política

TSE esclarece origem das urnas brasileiras

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, nesta terça-feira (22), que a empresa venezuelana Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas ou desenvolveu softwares para o sistema eleitoral brasileiro. A declaração ocorre após a propagação de informações falsas que tentam associar o processo de votação do Brasil à companhia estrangeira.

Por meio da página “Fato ou Boato”, o Tribunal reiterou que as urnas brasileiras são projetadas por servidores e técnicos especializados da própria Justiça Eleitoral. A fabricação dos equipamentos é realizada por empresas selecionadas via licitações públicas rigorosas, sob coordenação direta do órgão, garantindo a segurança e a integridade de todo o processo.

O TSE esclareceu que a única relação mantida com a Smartmatic no passado foi a contratação de serviços técnicos de conexão de dados e voz, sem qualquer interferência na operação ou programação dos aparelhos. Além disso, a empresa chegou a participar de uma licitação para a fabricação das urnas em 2020, mas foi derrotada pela empresa Positivo.

Origem da desinformação

O tema voltou ao debate público após falas do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante um evento voltado a diplomatas. Na ocasião, o parlamentar alegou, sem apresentar evidências, que as máquinas de votação brasileiras teriam origem na mesma empresa utilizada na Venezuela.

Para sustentar a tese, o senador mencionou um documento da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, recentemente desclassificado, que analisa o histórico eleitoral venezuelano. Contudo, o relatório da inteligência americana não confirmou a ocorrência de fraudes eletrônicas em larga escala no país vizinho, ressaltando que outros fatores justificavam os resultados observados.

Posicionamento da pré-campanha

Em nota oficial, a equipe de comunicação do senador Flávio Bolsonaro negou que ele tenha colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O comunicado reforçou que o parlamentar apenas relatou fatos públicos, como a divulgação do relatório da CIA, e defendeu a presença de missões de observação internacional para conferir maior transparência ao pleito.

Apesar da nota, o texto não fez comentários diretos sobre a veracidade das informações compartilhadas pelo senador a respeito da suposta origem das urnas brasileiras, uma alegação que o TSE desmente sistematicamente desde 2017.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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