Brasil encerra Jogos Parasul-Americanos com ouro no futebol de cegos

Brasil e Mundo Esporte

O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, consolidando sua hegemonia no continente. A delegação brasileira fechou o evento, realizado na última quarta-feira (15), no topo do quadro geral de medalhas, acumulando impressionantes 248 pódios: 110 ouros, 86 pratas e 52 bronzes.

Ouro com sabor de revanche no futebol de cegos

O encerramento da competição foi marcado por uma conquista emblemática no futebol de cegos. Em um duelo carregado de rivalidade contra a Argentina — atual campeã mundial —, o Brasil buscou a vitória após dois reveses recentes contra os hermanos, nas finais da Copa América de 2022 e na semifinal da Paralimpíada de Paris, em 2024.

O gol do título saiu dos pés de Nonato, o mesmo atleta que garantiu o pentacampeonato paralímpico para o Brasil em 2021. Com o gol no início da etapa final, a seleção brasileira confirmou o ouro em Agustín Codazzi. Este triunfo marca o pontapé inicial do ciclo de preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. O próximo desafio da equipe já tem data marcada: em setembro, o Brasil será sede da Copa América, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Domínio em diversas modalidades

A força brasileira não se limitou ao campo de futebol. O país brilhou no topo do pódio em modalidades como natação, atletismo, badminton e tiro com arco. Destaque para o mineiro Arthur Xavier, que faturou dois ouros na natação (200m medley e revezamento 4x100m medley).

No atletismo, Jardênia Félix garantiu o ouro no salto em distância, enquanto Wallace dos Santos dominou o arremesso de peso. O badminton também rendeu conquistas expressivas com David Lima, que conquistou o ouro tanto na chave individual quanto nas duplas mistas, ao lado de Kauana Beckenkamp.

Precisão e experiência no tiro com arco

O tiro com arco foi um dos pontos altos do Brasil, com três medalhas de ouro. A veterana Jane Karla Gögel liderou o pódio na classe Open, seguida por Helena Nunes. Já nas disputas da classe W1, o cearense Eugênio Franco, aos 66 anos, provou que a idade é apenas um número ao conquistar o ouro, feito repetido pela paranaense Juliana da Silva na categoria feminina.

Ao todo, o Brasil enviou 237 atletas para competir em 13 modalidades, contando com o suporte fundamental de guias, pilotos, goleiros e calheiros. Com o resultado desta edição, o país supera com folga o desempenho histórico da primeira edição do evento, realizada em Santiago, em 2014, quando a delegação brasileira encerrou a disputa na segunda colocação.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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