Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

Brasil e Mundo

O retorno à elite do futebol mundial

A Espanha está de volta a uma final de Copa do Mundo após 16 anos. Nesta terça-feira (14), em Dallas, a “Fúria” derrotou a França por 2 a 0 e garantiu sua vaga na grande decisão do torneio. O triunfo encerra um longo período de jejum para os espanhóis, que não chegavam à disputa do título desde a conquista do mundial na África do Sul, em 2010.

Além da classificação, a equipe comandada por Luis de la Fuente quebrou um recorde expressivo: a seleção agora ostenta, de forma isolada, a maior sequência invicta da história do futebol, somando 38 partidas sem derrotas desde junho de 2023.

Domínio sobre os franceses

O confronto reforçou uma clara hegemonia espanhola em duelos eliminatórios recentes contra a França. Esta é a quarta vez consecutiva que os espanhóis superam os franceses em decisões ou semifinais, incluindo confrontos na Eurocopa, Jogos Olímpicos e Liga das Nações.

O resultado frustrou os planos da França, que buscava alcançar a marca de três finais consecutivas de Copa do Mundo, feito histórico que apenas Brasil e Alemanha conseguiram anteriormente. Agora, os franceses disputam o terceiro lugar, enquanto a Espanha aguarda o vencedor de Argentina e Inglaterra para definir o campeão do mundo no próximo domingo (19), em Nova Jersey.

O brilho de Oyarzabal e a estratégia espanhola

O nome do jogo foi o atacante Mikel Oyarzabal, que mais uma vez provou ser decisivo em momentos cruciais. Foi dele o gol que abriu o placar, convertendo um pênalti sofrido pela jovem promessa Lamine Yamal logo aos 20 minutos de jogo. O lance surgiu após uma falha defensiva francesa, que acabou custando caro para a equipe de Didier Deschamps.

A estratégia espanhola de controle de bola e pressão constante sobre a saída de jogo adversária surtiu efeito durante toda a partida. Mesmo com a França tentando reagir no segundo tempo com alterações táticas, a Espanha manteve a organização e ampliou o marcador aos 12 minutos da etapa final, com um gol do lateral Pedro Porro.

Soberania até o apito final

Apesar das tentativas de Kylian Mbappé de descontar — com um chute perigoso que passou rente à trave —, a seleção francesa não conseguiu superar a sólida marcação imposta pela defesa espanhola. Com o controle absoluto do meio-campo e o domínio da posse, a Espanha administrou a vantagem, ouviu gritos de “olé” vindos das arquibancadas em Dallas e celebrou a vaga que reafirma o país como uma das maiores potências do futebol atual.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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