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Mãe da bebê de 10 meses morta em Fortaleza e primo do namorado que dormiu por cima da criança são denunciados pelo MP

Ceará Polícia

Denúncia por homicídio culposo

O Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou denúncia contra a mãe de uma bebê de 10 meses, morta em Fortaleza, e contra o primo do namorado dela. O caso, que causou grande comoção, agora é tratado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar. A acusação foi formalizada pela Promotoria de Justiça no último dia 20 de julho, uma semana após a tragédia.

Laudo pericial descarta violência sexual

A investigação tomou um rumo diferente após os resultados da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). Inicialmente, o caso foi registrado como estupro de vulnerável seguido de morte. No entanto, os laudos descartaram qualquer vestígio de violência sexual, sêmen ou material genético dos suspeitos no corpo da criança. Os exames toxicológicos também deram negativo para drogas ou álcool na bebê. Ficou comprovado que a causa da morte foi asfixia mecânica, ocorrida após o primo do namorado da mãe dormir sobre a criança enquanto ela estava na cama.

Liberdade dos suspeitos

Após a mudança na linha de investigação, a Justiça do Ceará acatou o pedido do Ministério Público e revogou a prisão preventiva de Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, e de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que é namorado da mãe da vítima. Ambos foram soltos, e o processo agora tramita na Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente, sob segredo de justiça.

Defesa critica precipitação

A defesa dos envolvidos, representada pela advogada Gleicy Kelly Leitão, comemorou a soltura e destacou que a inocência quanto ao crime sexual foi comprovada pela perícia técnica. Em nota, a advogada criticou os julgamentos precipitados realizados no início do caso, reforçando a necessidade de cautela e aguardo pelas conclusões das investigações policiais antes de conclusões definitivas.

Entenda o caso

A fatalidade ocorreu no dia 13 de julho, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, estava presente no apartamento no momento do ocorrido. Ao notar que a filha não reagia, ela chegou a acreditar que a menina estivesse engasgada, buscando socorro por conta própria ao perceber a demora da chegada das equipes de emergência. O caso, que chocou o Ceará, segue agora sob o rito jurídico de homicídio culposo.


Edição: Portal Itarema Direto.

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