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Justiça do Ceará concede liberdade a nove advogados investigados por elo com facções

Ceará

Liberdade com restrições

A Justiça cearense determinou a soltura de nove advogados que haviam sido detidos durante a operação “Mensageiros do Crime”, deflagrada em junho deste ano. O grupo era investigado por supostamente atuar como um canal de comunicação entre chefes de facções criminosas dentro dos presídios e integrantes das organizações em liberdade.

Medidas cautelares rigorosas

Embora tenham deixado o cárcere, os advogados deverão cumprir uma série de medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário. Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de frequentar qualquer unidade prisional do estado e a vedação de contato com outros investigados ou testemunhas do processo. Além disso, o exercício da profissão permanece suspenso, conforme medida já aplicada pela OAB.

O esquema investigado

A operação, conduzida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), revelou que a comunicação entre criminosos era feita sob o disfarce de assistência jurídica. Com base em gravações autorizadas pela Justiça nos parlatórios de presídios de segurança máxima, os investigadores identificaram o uso de linguagem codificada para tratar de assuntos ilícitos, como a expansão de facções e o tráfico de armas e entorpecentes.

Defesa questiona a legalidade do processo

Em nota coletiva, a defesa dos profissionais celebrou a decisão, classificando a manutenção das prisões como desnecessária após a suspensão do registro profissional. Os advogados reafirmaram que pretendem provar a irregularidade das interceptações nos parlatórios e buscam a anulação do processo, alegando que houve desrespeito às prerrogativas da advocacia durante a fase de investigação.


Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

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