Caso emblemático no Judiciário
A Advocacia-Geral da União (AGU) deu um passo decisivo nesta segunda-feira (21) ao solicitar formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. O magistrado é alvo de graves acusações de assédio sexual, que abalaram as estruturas da Corte.
Suspensão de salários
Além da perda do cargo, a AGU pediu a suspensão imediata dos vencimentos de Buzzi até que o julgamento final seja concluído. Esta é a primeira ação do tipo desde que o STF decidiu acabar com a aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes envolvidos em crimes graves, como assédio ou corrupção.
Entenda as acusações
O processo ganhou contornos dramáticos após o relato de um episódio em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O ministro teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar em janeiro deste ano. Posteriormente, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do magistrado também apresentou denúncias de assédio sexual.
Defesa e desdobramentos
Embora esteja afastado de suas funções, o ministro Marco Buzzi segue recorrendo das decisões. A defesa do magistrado sustenta que ele não cometeu qualquer ato impróprio e nega todas as acusações. O caso agora segue sob análise minuciosa dos ministros do Supremo, que devem definir o futuro de Buzzi no tribunal superior.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

