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Bolsonaro recorre ao STF e pede para receber visitas de Flávio

Brasil e Mundo Política

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta segunda-feira (20), um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitá-lo.

O impasse jurídico

A restrição foi imposta na semana passada pelo magistrado após Flávio divulgar, em suas redes sociais, uma carta escrita pelo ex-presidente. Atualmente em prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de realizar postagens em redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, medida que, segundo o entendimento de Moraes, foi violada com a publicação do documento.

No recurso protocolado, os advogados de Bolsonaro sustentam que a proibição deve ser revista, uma vez que Flávio Bolsonaro atua formalmente como um dos advogados de defesa do ex-presidente. A equipe jurídica argumenta que, nesta condição, o senador possui o direito assegurado de manter contato com seu cliente para o exercício das atividades processuais.

Argumentação da defesa

Em trecho do documento, a defesa ressalta que “Flávio Nantes Bolsonaro, além de ostentar a condição de filho do agravante, é advogado regularmente constituído nos autos, integrando a equipe de defesa no bojo da presente execução penal”.

Quanto à polêmica sobre a publicação da carta, os advogados negam qualquer tentativa de burlar as regras impostas pelo STF. Eles afirmam que Jair Bolsonaro não tinha conhecimento de que o conteúdo seria postado e que não houve qualquer orientação ou combinação prévia por parte do ex-presidente para que a divulgação ocorresse.

Contexto da prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, referente ao processo sobre a trama golpista. O ex-presidente obteve o direito à prisão domiciliar humanitária após passar por um procedimento cirúrgico e, atualmente, segue em recuperação de um quadro de pneumonia bacteriana.

Conforme as determinações impostas pela Justiça, todas as visitas ao ex-presidente devem passar por autorização prévia de Alexandre de Moraes, que atua como relator da execução penal. O caso segue sob análise do Supremo, enquanto o cenário jurídico ao redor da família Bolsonaro se mantém movimentado, com depoimentos marcados e recentes desdobramentos em investigações correlatas.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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