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Cearense Beatriz Azevedo brilha na COP17 e cobra mais voz e investimento para jovens no combate à desertificação

Brasil e Mundo

Uma voz cearense na linha de frente global

A participação dos jovens em conferências ambientais internacionais cresceu, mas o desafio persiste: transformar presença em poder de decisão real. Essa é a análise da advogada cearense Beatriz Azevedo, de 33 anos, um dos dez jovens brasileiros nomeados ‘Land Heroes’ pela ONU em 2024. O reconhecimento destaca agentes que lutam contra a seca e a degradação da terra.

O abismo entre expectativa e realidade

Para Beatriz, o cenário atual é contraditório. Embora a juventude seja apontada como a esperança para enfrentar a crise climática, faltam investimentos estruturais, financiamento e oportunidades profissionais que sustentem esse papel. ‘Existe uma cobrança sobre os jovens, mas não nos oferecem a estrutura necessária para que essas ideias virem soluções escaláveis’, pontua.

Um olhar estratégico para a Caatinga

Beatriz, que também preside a Comissão de Direito Ambiental da OAB-CE, utiliza sua experiência internacional para trazer as demandas do Nordeste para o centro do debate. Enquanto o foco do mundo costuma se voltar para a Amazônia, a conferência na Mongólia surge como uma oportunidade de ouro para pautar o Semiárido brasileiro e buscar parcerias voltadas para a bioeconomia e a restauração de terras.

Do ativismo ao impacto financeiro

Após anos de militância, a advogada mudou seu foco para o setor de financiamento climático. Ela defende que a sustentabilidade precisa ser economicamente viável para quem vive e protege o território. ‘O ativismo abre portas, mas a transição para uma carreira que gere renda e emprego é fundamental para manter a saúde mental e o engajamento a longo prazo’, conclui.

O futuro da participação jovem

Apesar da sobrecarga emocional, Beatriz mantém o otimismo. Ela destaca que a criação de espaços como o ‘Youth Forum’ e programas de capacitação para jovens negociadores representa um salto de qualidade, mas reforça: o próximo passo é garantir que essas contribuições saiam do papel e sejam efetivamente incorporadas pelos governos nacionais nas decisões finais.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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