Crescimento expressivo na rede pública
O acesso a cirurgias plásticas mamárias no Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um avanço significativo. Entre 2016 e 2025, o número de procedimentos saltou de 9 mil para 14.213 anuais, representando um crescimento de 54,3%. O dado reflete uma retomada importante após a queda drástica observada em 2020, durante o auge da pandemia de covid-19, quando as cirurgias foram reduzidas pela metade.
Perfil dos procedimentos
Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (Regional Rio de Janeiro), mais de 90 mil cirurgias foram autorizadas na última década. O foco principal não é a estética, mas a saúde e a qualidade de vida: cerca de 82% das intervenções (74.619 casos) são voltadas para correções funcionais. Isso inclui o tratamento de hipertrofia mamária que causa dores crônicas, correção de deformidades congênitas e reconstruções essenciais após mastectomias devido ao câncer de mama.
Desafio da regionalização
A distribuição das cirurgias ainda revela um forte desequilíbrio regional. A região Sudeste lidera o ranking, concentrando mais de 56% de todas as internações do país. São Paulo, sozinho, responde por um terço do total nacional. Enquanto o Sudeste soma 50.848 registros, o Nordeste aparece com 15.985 procedimentos, evidenciando a necessidade de descentralizar o acesso a essas especialidades cirúrgicas para garantir que pacientes de todo o Brasil, incluindo os cearenses, tenham o mesmo suporte assistencial.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

